01 maio, 2011

Hoje, a Igreja está em festa.

O Papa Bento XVI acaba de proclamar beato, o primeiro passo no caminho da canonização, o seu antecessor João Paulo II. Eram 10h38 em Roma, menos uma hora em Lisboa. O aplauso na Praça de São Pedro e nas outras oito praças de Roma onde se concentram centenas de milhares de pessoas – a presença de polacos é esmagadora – foi imenso, prolongando-se por vários minutos.

Karol Wojtyla, João Paulo II, o Papa na Igreja, do mundo e no mundo. Ninguém como ele levou tão longe a Boa Nova do Senhor Jesus. Ninguém o fez com tanto sem medo, com tanta alegria. Poucos pregaram tanto com a vida. Por é isso é Santo. Um exemplo para todos nós.


JOÃO PAULO II - UM POUCO DA SUA HISTÓRIA


O Papa João Paulo II (1920-2005), beatificado neste domingo pelo sucessor Bento XVI, foi um líder religioso muito reverenciado como um dos responsáveis pela ruína do comunismo no Leste Europeu, mas há quem afirme que tenha afastado muitos católicos, com uma visão social conservadora.

Primeiro Papa não italiano em mais de 400 anos, e primeiro do Leste Europeu, o polonês Karol Wojtyla era muito popular, evitando a pompa que cercou seus antecessores e buscando contato com pessoas comuns.

A partir deste domingo ele é o mais novo beato dos mais de 1,1 bilhão de católicos em todo o mundo, posto que o coloca no caminho da santificação.

Suas viagens o levaram a 129 países, onde defendeu a paz, denunciou o desrespeito aos direitos humanos e lamentou a decadência do mundo moderno.

Ele deixou um de seus atos mais memoráveis para o ocaso de seu pontificado - uma tentativa de purificar a alma da Igreja Católica Romana com um pedido de desculpas para varrer os pecados e erros cometidos durante seus 2.000 anos de existência, evocando implicitamente as Cruzadas, a Inquisição e o Holocausto.

João Paulo II nasceu em uma pequena cidade perto da Cracóvia, no sul da Polônia, em 18 de maio de 1920. Sua mãe morreu quando ele tinha oito anos e seu pai o criou, dando aulas de alemão e ensinando o filho a jogar futebol.

Ele estudou na Universidade Jaguelônica, na Cracóvia, onde ficou fascinado por teatro e escreveu algumas peças.

João Paulo nunca foi membro da resistência polonesa, mas a experiência da guerra levou-o a optar pela vida religiosa.

Ele se tornou pároco e ascendeu rapidamente na hierarquia da Igreja, chegando a cardeal.

Quando foi eleito Papa, em outubro de 1978, João Paulo tinha 58 anos; era um homem de porte atlético que não estava entre os maiores nomes da vasta burocracia da Santa Sé.

Sua primeira visita ao exterior foi à Polônia natal, inaugurando uma era de viagens pelo mundo que durou 27 anos com sua marca registrada de se ajoelhar para beijar o chão na chegada a cada novo destino.

Apesar das advertências dos soviéticos, as autoridades comunistas não foram capazes de impedir a visita do Papa em 1979, quando apareceu diante de mais de um milhão de pessoas que clamavam respeito aos direitos humanos.

O valor simbólico da visita foi imenso, revigorando o movimento anticomunista e levando ao nascimento do sindicato Solidariedade, um movimento de trabalhadores de oposição, dentro da Cortina de Ferro que se estendia na Europa Central e no Leste Europeu.

Com sua imensa popularidade, o Papa afastou muitos católicos por meio de seus ensinamentos morais - principalmente relacionados aos valores familiares, ao sexo fora do casamento, à homossexualidade, ao controle de natalidade, à eutanásia e ao aborto.

Reformistas, congregações jovens e do Terceiro Mundo, que enfrentava a propagação devastadora da Aids, ficaram cada vez mais desapontados com sua recusa em ceder na questão dos métodos contraceptivos. Na América Latina também provocou polêmica sua campanha contra a Teologia da Libertação.

Afetada pelo escândalo de padres pedófilos, o Papa, a pedido dos bispos americanos, aprovou novas medidas para punir padres que cometessem abusos sexuais.

Em 1981, ele esteve perto da morte quando o extremista turco Mehmet Ali Agca tentou matá-lo, com um tiro à queima-roupa na Praça São Pedro. Uma bala entrou em seu abdômen e outra quase acertou seu coração.

Os motivos por trás da tentativa de assassinato nunca ficaram claros: teorias da conspiração incluindo o serviço secreto búlgaro so

b as ordens da KGB e uma tentativa de radicais islâmicos de matar o mais proeminente líder cristão foram citadas.

O Papa disse que a Virgem Maria salvou sua vida e inseriu uma das balas em uma coroa cravejada de diamantes da Virgem de Fátima, em Portugal.

Ele se reuniu com cada grande líder de Estado ou Governo.

Os Estados Unidos, a União Soviética e, depois, a Rússia, os países do antigo bloco soviético, o México, Israel, a Jordânia e a Organização pela Libertação da Palestina estabeleceram relações diplomáticas com o Vaticano durante o seu pontificado.

João Paulo foi o primeiro Papa a rezar em uma sinagoga, em Roma; o primeiro a entrar em uma mesquita em um país islâmico, em Damasco, Síria; e o primeiro a presidir um encontro de líderes das maiores religiões mundiais, em 1986.

João Paulo II sofreu com vários problemas de saúde nos anos 1990, incluindo uma cirurgia para a retirada de um tumor benigno intestinal, um ombro fraturado, uma fratura no fêmur e o Mal de Parkinson, que o deixou muito debilitado.

Karol Wojtyla morreu aos 84 anos, em 2 de abril de 2005.

01 abril, 2011

Concerto com Rão Kyao

‎06 de Abril -­ 21.00h -­ Mondim de Basto (Igreja Matriz)
07 de Abril -­ 21.00h -­ Montalegre (Igreja Matriz)
08 de Abril -­ 21.00h -­ Vila Real (Sé)
09 de Abril -­ 21.00h -­ Chaves (Igreja Matriz)
10 de Abril -­ 21.00h -­ Régua (Salão Nobre da Casa do Douro)
11 de Abril -­ 21.00h -­ Murça (Igreja Matriz)
Local: Diocese de Vila Real
Hora: Quarta-feira, 6 de Abril de 2011 21:00

19 julho, 2010

Papa convida à reflexão durante as férias

Bento XVI, este Domingo, fez um apelo à reflexão e à leitura da Bíblia durante as férias que muitas pessoas gozam no Verão. Este, assinalou durante a recitação da oração do Angelus, é "um tempo favorável para pôr em primeiro lugar o que efectivamente é mais importante na vida, quer dizer, a escuta da Palavra do Senhor".

10 maio, 2010

VAMOS TODOS CAMINHAR COM O SUCESSOR DE PEDRO

No próximo dia 14 de Maio vamos caminhar todos juntos com o sucessor de Pedro.
Será um momento histórico.
Vem reavivar a tua fé.

NOTA PASTORAL SOBRE A VISITA DO PAPA BENTO XVI A PORTUGAL

Reavivar a fé, dinamizar a esperança, revigorar a caridade e fortalecer a unidade

A visita do Papa Bento XVI a Portugal é um acontecimento de singular importância e, por isso, deve ser preparada condignamente, não apenas no brilho exterior e no ambiente festivo, mas sobretudo no horizonte da fé, da construção da unidade eclesial e de uma sociedade mais justa e fraterna.
Vem até nós como peregrino e a Igreja em Portugal deverá caminhar com o sucessor de Pedro, redescobrindo no cristianismo uma experiência de sabedoria e missão.
Sabedoria vivida no conhecimento das realidades terrestres, a partir de uma referência a valores, de modo que, na fidelidade à identidade cristã, sejamos capazes de dar um contributo positivo à construção de uma sociedade mais justa; missão como itinerário de uma vida que se quer mergulhada no mundo, mas diferente em opções e atitudes, e que, sobretudo pelo exemplo, anuncia Cristo e a sua boa nova.
1. PREPARAÇÃO ADEQUADA
Há uma feliz coincidência entre o tempo que antecede a visita do Santo Padre e a vivência litúrgica da Quaresma e do Tempo Pascal.
1.1. Na Quaresma, será importante reflectir e responder aos desafios da mensagem preparada pelo Papa Bento XVI: “A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo” (cf. Rm 3, 21-22). Destacamos três pensamentos:
– A justiça será possível na medida em que se der ao homem o que ele verdadeiramente requer: Deus. Isto acontecerá através do testemunho de comunidades que se deixaram converter pelas interpelações de um anúncio fiel do Evangelho.
– Comprometer-se com a justiça exige trabalho interior para afastar uma “força de gravidade estranha” que permanentemente nos impele para o egocentrismo, a afirmação pessoal e o individualismo. Só vivendo em conversão permanente, a Igreja poderá apresentar‑se com credibilidade, num mundo em que se pretende impor o relativismo e o indiferentismo.
– Ser justo implica assumir uma dinâmica libertadora do pobre, do oprimido, do estrangeiro, da viúva, do órfão... “O cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver, segundo a própria dignidade de pessoa humana, e onde a justiça é vivificada pelo amor”.
1.2. A Páscoa pode e deve tornar-se tempo favorável para mostrar ao mundo um “rosto de gente salva”, feliz, porque infinitamente amada por Deus. É importante que Cristo actue em nós, nos redima, nos transforme a mente e o coração, nos liberte do mal. Só assim seremos verdadeiros rostos de Cristo no mundo onde Ele nos envia e aí assumiremos o estatuto de apóstolos corajosos que concretizam uma necessária e urgente comunicação de Cristo nos ambientes do agir quotidiano: política e saúde, indústria e comércio, agricultura e pescas, educação e ensino, trabalho e lazer.
O dinamismo da Páscoa de Cristo precisa de encarnar em atitudes e gestos de esperança perseverante e de amor criativo.
2. ACOLHER A MENSAGEM
A visita do Papa não é apenas a Lisboa, a Fátima e ao Porto, mas a todo o Portugal, a todos os portugueses e também aos nossos irmãos imigrantes que trabalham e convivem connosco. O Papa a todos quer saudar, independentemente do seu credo ou da sua ideologia.
Assim, a nossa presença nos diversos momentos e lugares do programa da visita, testemunhará o amor ao Papa e a vontade explícita de aceitar as suas propostas. Para facilitar a comunicação, foi criado um site oficial – http://www.bentoxviportugal.pt/ – onde é possível encontrar as mais variadas informações, de modo a dinamizar a preparação, a realização e a continuidade da visita.
3. CONTINUIDADE E COMPROMISSOS
A nossa tradição cristã está marcada pelo respeito, apreço e fidelidade à Igreja de Roma. A cátedra de Pedro e dos seus sucessores, como recorda S. Inácio de Antioquia, é «a que preside na caridade», entre todas as Igrejas locais.
Preparar a visita do Papa Bento XVI e acolher os seus desafios deverá desenvolver em nós os dinamismos seguintes:
– Reavivar a nossa fé através de um encontro mais consciente com a Palavra de Deus, dando às nossas comunidades um rosto missionário.
– Dinamizar a nossa esperança, para podermos abrir caminhos de solução às dificuldades e crises que a nossa sociedade atravessa.
– Revigorar a nossa caridade, dando maior consistência aos inúmeros espaços de solidariedade e acção social, como resposta aos dramas da sociedade, particularmente as novas formas de pobreza.
– Fortalecer a nossa unidade através de um projecto de pastoral comum, acolhido por todas as comunidades, com o intuito de poder responder às alterações civilizacionais em que vivemos.
4. ACÇÕES CONCRETAS A PROMOVER
Confiando na criatividade das Dioceses e Paróquias, Congregações e Movimentos, apresentamos algumas sugestões para a preparação da visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI:
– Colocar esta visita nas intenções da oração pessoal e comunitária.
– Aproveitar as acções de formação que a Igreja costuma promover (Retiros, Cursos, Encontros, Palestras, Publicações) para abordar temas relacionados com o Papa: Igrejas particulares e Igreja universal; Missão do Bispo de Roma e Pastor da Igreja universal; Catolicidade e diversidade, obediência e liberdade na Igreja; Temas fundamentais do magistério do Papa Bento XVI, etc.
– Promover e facilitar a participação nas celebrações eucarísticas presididas pelo Santo Padre em Portugal (Lisboa, Fátima e Porto) e noutros encontros de sectores.
Queremos apelar a todos, para que não deixem que esta visita do Santo Padre se esgote num mero acontecimento passageiro, porventura muito participado e festivo, mas que seja antes uma semente que germine e dê frutos de renovação espiritual, apostólica e social.
Fátima, 1 de Março de 2010

PERCURSO DA VISITA DO PAPA A PORTUGAL

Está confirmada a visita oficial de Bento XVI a Portugal. Quatro dias com missas que começam em Lisboa, passam por Fátima, durante o 13 de Maio, e terminam no Porto.
A Conferência Episcopal Portuguesa e a Presidência da República confirmaram a visita do Papa Bento XVI a Portugal, de 11 a 14 de Maio de 2010.
11 Maio
Bento XVI tem chegada prevista a Portugal, via Lisboa, às 11 horas. A cerimónia de boas vindas realiza-se no Mosteiro dos Jerónimos, seguindo-se uma visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém.
No final da tarde terá lugar na cidade de Lisboa uma missa, em local ainda a definir, que poderá ser o Terreiro do Paço.
12 Maio
Bento XVI tem programado um encontro com agentes da Cultura, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, seguido de um encontro com o primeiro-ministro, José Sócrates.
À tarde, o Papa segue de helicóptero para Fátima, onde visitará a Capelinha das Aparições. À saída de Lisboa, o helicóptero irá sobrevoar o Santuário do Cristo Rei, em Almada.
Já em Fátima, acontecerão as vésperas com presbíteros, religiosos, seminaristas e diáconos, na Igreja da Santíssima Trindade. Bento XVI participará na recitação do rosário e bênção das velas.
13 Maio
O Papa irá presidir às celebrações do 13 de Maio. Depois está previsto um almoço com os bispos de Portugal e Séquito papal.
O encontro com as organizações da Pastoral social acontecerá à tarde, na Igreja da Santíssima Trindade.
Já ao final da tarde terá lugar na Casa de Nossa Senhora do Carmo um encontro com os bispos de Portugal.
14 Maio
Bento XVI despede-se da Casa Nossa Senhora do Carmo na manhã do dia 14, último dia da visita, deslocando-se depois para o heliporto da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia. A chegada ao heliporto está prevista para as 9.30 horas.
O Papa vai celebrar uma missa na Avenida dos Aliados, às 10.15 horas.
Para as 13:30 está marcada a cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional do Porto e, às 14 horas, Bento XVI embarca, no Aeroporto Sá Carneiro, para Roma.