10 fevereiro, 2009

DEZ MANDAMENTOS PARA OS PAIS COM FILHOS NA CATEQUESE


Educar para a fé

1.Não somos uma ilha. Assim como precisamos da família e da sociedade, para fazer nascer e crescer o nosso filho, mesmo que a primeira responsabilidade seja sempre nossa, também precisamos da Igreja, para que o nosso filho, renascido pelo Baptismo, cresça connosco na fé.
2.Não nos bastamos a nós próprios na educação da fé, mesmo que sejamos os primeiros catequistas dos nossos filhos. Os catequistas da nossa paróquia estão à nossa disposição, não para ser nossos substitutos, mas para se tornarem nossos colaboradores na educação da fé. O seu trabalho, feito em comunhão com a Igreja, será sempre em vão, sem o nosso empenho e colaboração!
3.Não faltaremos à Catequese. A Catequese não é um «ensino» avulso e desorganizado. É uma educação da fé, feita de modo ordenado e sistemático, de acordo com o programa definido pelos Catecismos. As faltas à Catequese quebram a sequência normal da descoberta e do caminho da fé. Velaremos pela assiduidade dos nossos filhos. E pelo seu acompanhamento, num estreito diálogo com o pároco e os catequistas.
4.Não esperamos da Catequese que faça bons alunos. Antes, pretendemos que ela nos ajude a formar discípulos de Jesus, que O seguem, em comunidade. Não desprezaremos a comunidade dos seus discípulos, a Igreja, nos seus projectos, obras e iniciativas.
5.Não queremos, apesar de tudo, que a Catequese seja o nosso primeiro compromisso cristão. Participar na Eucaristia Dominical é um bem de primeira necessidade. Saberemos organizar a agenda do fim-de-semana, pondo a Eucaristia, em primeiro lugar. Custe o que custar!
6.Não queremos que a Catequese substitua as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica nem o contrário. Porque a Catequese, não é uma “aula”, em ambiente escolar, dirigida sobretudo à inteligência, e destinada a articular a relação entre a fé e a cultura. A Catequese é sobretudo um “encontro”, no ambiente da comunidade, que se dirige à conversão da pessoa inteira, à sua mente, ao seu coração, à sua vida. A disciplina de EMRC e a Catequese não se excluem mas implicam-se mutuamente.
7.Não estaremos preocupados por que os nossos filhos “saibam muitas coisas”. Mas alegrar-nos-emos sempre, ao verificarmos que eles saboreiam a alegria de serem cristãos, e vão descobrindo, com outros cristãos, a Pessoa e o Mistério de Jesus, o Amigo por excelência, o Homem Novo, o Deus vivo e o Senhor das suas vidas!
8.Não exigiremos dos nossos filhos, o que não somos capazes de dar. Por isso, procuraremos receber nós próprios formação e catequese, para estarmos mais esclarecidos e mais bem preparados. Procuraremos estar onde eles estão. Rezar e celebrar com eles, de modo a que a nossa fé seja vivida em comum na pequena Igreja que é a família e se exprima na grande família que é a Igreja.
9.Não exigiremos dos nossos filhos o que não somos capazes de fazer. Procuraremos pensar e viver de acordo com os valores do Evangelho. Sabemos bem que o testemunho é a primeira forma de evangelização. Deste modo, eles aceitarão melhor a proposta dos nossos ideais e valores.
10.Jamais cederemos à tentação de “mandar” os filhos à Catequese, para nos vermos livres deles ou para fugirmos às nossas responsabilidades.

Animação das Eucaristias de Sábado na Paróquia de Murça

Animação das Eucaristias dos grupos Catequese


Ano/Dias:
9ºAno - 28 de Fevereiro
8º Ano - 25 de Outubro
7º Ano - 15 de Novembro
6ºAno - 29 de Novembro
5º Ano - 6 de Dezembro
4º Ano - 20 de Dezembro
3º Ano - 17 de Janeiro
2º Ano - 7 de Fevereiro
1º Ano - 14 de Fevereiro

A catequese na Missão da Igreja




Tomar consciência do interesse e do lugar que ocupa a Catequese na vida da Igreja é muito importante. Pois, por um lado, facilita o diálogo entre os vários agentes. Não aconteça que perspectivas diferentes levem a que, com as mesmas palavras, entendamos realidades diversas. Isso seria factor de confusão e não nos permitiria avançar na reflexão e no trabalho em equipa. Por outro lado, só uma clarificação de conceitos permite que caminhemos na direcção certa ou nos aproximemos dessa mesma direcção.
Assim, a grande questão que hoje se nos coloca é: Qual o lugar da Catequese, como a actividade pastoral que envolve mais gente, na vida da Igreja?
Para lá chegarmos, comecemos pela realidade.

1.Qual o nosso conceito de catequese? (Trabalho de grupos ou “chuva de ideias”)
- O que pensam as pessoas, em geral, acerca da catequese?
- O que pensamos nós catequistas sobre a nossa actividade?

(No caso de trabalho de grupos, dar tempo para o plenário)

2. A catequese de Jesus:

Jesus é o grande catequista do Pai. É Ele que nos descobre esse “vulcão” de amor que é o coração de Deus por cada um de nós. Em sentido geral, Jesus é o maior e o único catequista.
Mas terá Jesus feito catequese, parecida com os nossos encontros de Catequese? Ou mais correctamente, a nossa catequese inspira-se no estilo de encontros de Jesus?
Consideremos algumas passagens:

- Zaqueu: Lc 19, 1-10;
- Samaritana: Jo 4, 1-42;
- Discípulos de Emaús: Lc 24, 13-35.

O que verificamos de comum nestes textos?

- Temos sempre uma situação de diálogo iniciado por Jesus;
- Jesus entra na realidade que cada um está a viver: a curiosidade de Zaqueu, a sede da samaritana ou o desânimo de Cléofas e do companheiro;
- Jesus anuncia uma mensagem que supera as expectativas dos seus interlocutores (salvação, água viva, esperança);
- Jesus verifica se a mensagem chega ao coração, se há um sim... transformando um desconhecido em discípulo;
- Essa mensagem provoca atitudes de conversão e compromisso;
- Esse compromisso leva o discípulo a ser testemunha (a ser um discípulo completo).
Temos ou não verdadeiras catequeses, autênticos encontros em que se inspira a nossa catequese?

3.O que pensa a Igreja acerca da Catequese?

E a Igreja que pensa oficialmente acerca da Catequese? Se dizemos que esta actividade faz parte da missão da Igreja, se nós, como catequistas, não estamos por nossa conta, mas em nome da comunidade, importa saber o que nos diz a Igreja hoje acerca da catequese.

- Documentos de referência obrigatória para a Catequese:

- Catechesi Tradendae, de João Paulo II, 1979

Trata-se de um documento assinado pelo Papa João Paulo II, mas que estava já a ser preparado (Documento de três Papas). Surge na sequência do Sino do dos Bispos sobre a Catequese. É o documento inspirador da reflexão sobre a Catequese nos finais do século XX e da renovação a que assistimos em Portugal nas últimas décadas.
Este documento, na sequência do Concílio Vaticano II, situa a catequese no âmbito da evangelização da Igreja e não como actividade separada.

- Catecismo da Igreja Católica, 1992

O CIC é um texto oficial do Magistério da Igreja. Reúne, de forma resumida e organizada, os acontecimentos e as verdades fundamentais da salvação que exprimem a fé comum do Povo de Deus. É a referência básica e indispensável para a catequese, nomeadamente no que se refere à mensagem, isto é, aos conteúdos. Por isso, evita as interpretações particulares, as hipóteses pessoais ou opiniões de alguma escola teológica (cf DGC 124). Dá-nos a fé comum do Povo de Deus com a interpretação autorizada do Magistério da Igreja (actuado por Papa e Bispos a ele unidos).
Os nosso Bispos consideram o Catecismo da Igreja Católica "como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica e , de modo particular, para a elaboração dos catecismos locais" (FD 4; cf ATV 1). É por isso normal a ligação dos nossos catecismos ao Catecismo da Igreja Católica.

- Directório Geral da Catequese, 1997

O Directório Geral de Catequese (DGC) é "um subsídio oficial da Santa Sé para a transmissão da mensagem evangélica e para o conjunto do acto catequético" (DGC 120).
É neste momento o documento que mais clarifica o lugar da catequese na missão da Igreja. Podemos dizer que complementa o Catecismo (CIC), dando noções precisas sobre catequética e pedagogia, estabelece o enquadramento da catequese e procura responder às questões mais importantes que se colocam à actividade catequética de hoje.

- Para que acreditem e tenham vida – Orientações para a Catequese Actual, da Conferência Episcopal Portuguesa, 2005

Não sendo propriamente um Directório Nacional (que poderia existir), é o que mais se lhe assemelha. Confronta os princípios gerais da Catequese com a nossa realidade e a nossa experiência em Portugal.
Trata-se de um documento muito conseguido dos nossos bispos, em que a precisão dos conceitos convive com as preocupações pastorais. Sem resolver todos os problemas, estabelece parâmetros, define orientações. É uma injecção de esperança e de clareza sobre a nossa Catequese.
Este documento ainda não foi totalmente descoberto na sua profundidade e beleza. Bem podemos chamar-lhe o “livro de bolso” do Catequista.

4. O que devemos pensar acerca da Catequese? (A Continuar)

- A catequese na missão evangelizadora da igreja
- A catequese é elemento da iniciação cristã
- A catequese faz-nos construtores de uma comunidade missionária

(Esta é apenas a primeira parte do tema, pois falta uma espécie de definição do que é a Catequese, isto é, falta dizer o que a Igreja pensa de facto e o que devemos pensar nós a partir desse fio principal do pensamento da Igreja).

22 junho, 2008

CURSO DE FORMAÇÃO PARA LEIGOS

«A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja»
No Concelho de Murça, durante as Quartas-feiras dos meses de Janeiro a Junho, foi promovido pela Zona Pastoral deste mesmo concelho, um "Curso de iniciação para Leigos". Este tinha como objectivo elucidar todos os presentes para a importância da Palavra de Deus nas nossas vidas (História da Salvação e Sacramentos).
Embora seja do conhecimento de todos a importância e o primado da Bíblia na vida da Igreja e na história pessoal de cada cristão, ela ocupa de modo particular um privilegiado lugar na vida espiritual de cada um. A Palavra de Deus, na verdade, está presente na celebração quotidiana da Eucaristia, na administração dos sacramentos, e no louvor do Ofício divino.
Cada vez se torna mais necessário que todos os cristãos que legitimamente se consagram ao ministério da palavra, se apeguem às Escrituras através de assídua leitura sacra para que não venham a ser vãos pregadores da Palavra de Deus.
Actualmente assiste-se a um certo primitivismo espiritual com um uso fundamentalista da Escritura. E às vezes, até mesmo como receituário de vida, o sentido verdadeiro da Palavra de Deus impõe-se como última instância de verdade.
Torna-se pois urgente fazer formação, sendo que a opinião geral é dar continuidade a este curso, tornando-nos assim cristãos mais cultos da “Palavra de Deus”.
Certamente que a opinião é partilhada por todos, uma vez que os conhecimentos alcançados ao longo do Curso foram muito positivos, tendo estes contribuído para um maior aprofundamento da Sagrada Escritura e dando um maior ênfase à Palavra de Deus.
Termino com a intenção do Santo Padre para o mês de Junho:
“Que os cristãos cultivem uma amizade profunda e pessoal com Cristo, para assim poderem comunicar a força do seu amor às outras pessoas “.

13 abril, 2008

Contemplando a humildade do Senhor!

Se Deus quiser...
amanhã há de ser
um novo dia!
E tu sorrirás
de alegria
e a vitória virá pela fé!

Se Deus quiser...
novamente o sol
brilhará.
Passarinhos também
vão cantar.
E a vitória virá pela fé!

Se Deus quiser...
eu sei que Deus quer
a nossa vitória.
Cada passo que damos,
é um degrau para a glória.
Se perdemos hoje,
amanhã ganhamos
tudo quanto vier!

Se Deus quiser...
Os problemas serão resolvidos.
Os dilemas serão dissolvidos.
E a vitória virá pela fé!

Se Deus quiser...
e eu sei que Deus quer!

17 março, 2008

MENSAGEM DO SANTO PADRE PARA A QUARESMA

1. O Santo Padre, na sua Mensagem para a Quaresma, convida-nos a uma “peregrinação interior”, caminho espiritual que nos conduzirá à Páscoa, e um dos tópicos que sugere é uma reflexão sobre os modelos de desenvolvimento, que tanto condicionam a dimensão ética das sociedades em que vivemos. Reflectir sobre os modelos de desenvolvimento é, no fundo, exercitar a nossa consciência crítica sobre a sociedade e o papel profético dos cristãos em ordem à sua humanização. Somos assim convidados a viver esta Quaresma na continuidade dos desafios da nova evangelização, conscientes da missão dos cristãos na cidade. A coerência da nossa vida com Cristo morto e ressuscitado, que celebramos na Eucaristia, é a luz que ilumina toda a realidade, e que rasga, na complexidade da sociedade contemporânea, sulcos de dignidade e de esperança.A Igreja não protagoniza um modelo concreto de organização da sociedade, mas a sua visão do homem, em comunidade, pode influenciar, positivamente, qualquer modelo de sociedade. A conversão pessoal dos cristãos aos valores evangélicos tem particular importância na construção positiva de uma vida social digna do homem. Só as pessoas se podem converter ou deixar-se corromper, arrastando consigo o destino da comunidade. A alteração dos males de que enferma a nossa sociedade, tais como as injustiças, os egoísmos e a corrupção, o alheamento do bem-comum e a abdicação dos valores éticos que são os alicerces da dignidade humana, só se corrigem se as pessoas se converterem e aprofundarem os dados positivos da verdade, da justiça, da generosidade na solidariedade, do amor fraterno. A celebração da Páscoa é a maior força de conversão que surgiu na história, capaz de nos mobilizar e atrair para essa peregrinação interior.2. Trata-se de uma peregrinação. O peregrino é aquele que, num determinado momento da vida, tempo de procura, de inquietação, de desejo e atracção, se põe a caminho em busca de uma nova verdade de si mesmo. A peregrinação envolve a pessoa toda, o passado, o presente e o futuro, a racionalidade, os sentimentos e a busca da beleza. Supõe uma atitude humilde e confiante, de quem volta a acreditar na vida, porque a procura numa nova síntese. É atitude desprendida, que supõe austeridade e mesmo penitência. Peregrinar é aceitar contentar-se, durante um tempo, com o estritamente necessário. O peregrino é atraído por uma força interior e conduzido por uma luz superior. A peregrinação gera a harmonia da tranquilidade e da paz. Nesta Quaresma esta luz só pode ser a de Cristo ressuscitado, a apontar os caminhos da salvação.3. É uma peregrinação interior. Todas estas atitudes só têm lugar no coração do homem, onde se afirma e define o carácter único de cada um na sua relação com Deus. Situa-se no âmbito da nossa intimidade insondável, que só Deus conhece e fortalece, onde o mais recôndito da nossa consciência e da nossa história ganha um ritmo novo, o da abertura à surpreendente verdade de Deus. O peregrino é sempre um solitário, apenas acessível ao olhar de Deus, mesmo quando caminha em comunidade. A própria partilha com os irmãos desse seu itinerário interior, o que gera a comunhão fraterna, não anula de forma nenhuma esse face a face com Deus, o único que lê o nosso coração. Mesmo no sacramento da reconciliação, graça com que Deus fortalece os peregrinos, não se quebra o mistério deste a sós com Deus. Aí mesmo abrindo o coração a um irmão, o sacerdote, este escuta em nome de Deus e não quebra, antes acentua, essa exclusividade do diálogo interior com o Senhor. A peregrinação interior é um caminho de conversão, de revisão do exercício da liberdade, de mudança de critérios e de ordens de valores, todos inspirados no ideal cristão da santidade.4. A peregrinação não é uma fuga das realidades concretas do dia a dia. É antes um retomá-las todas à luz da Páscoa de Cristo. O rosto visível da nossa sociedade está marcado por visões da realidade que se afastam do ideal cristão de vida e, por vezes, agridem a própria verdade da Natureza. Perante esse ambiente naturalista e materialista, onde nem sequer o carácter sagrado da vida humana é respeitado, onde a sexualidade se desligou do amor, onde a família é agredida e enfraquecida, onde o dinheiro se tornou rei, onde a verdade foi reduzida às vantagens pragmáticas de cada circunstância, onde se adivinha a ameaça de algumas leis deixarem de exprimir a verdade moral da Natureza, o cristão é convidado a esta peregrinação interior, de purificação da consciência e da mentalidade, revendo a atitude pessoal perante todas estas realidades. Nunca, como hoje, a purificação da liberdade se tornou decisiva, porque a reacção transformadora ao amoralismo de certos traços da sociedade, só pode vir de homens e mulheres livres, que assumem, com verdade, a responsabilidade da sua liberdade. Nesta peregrinação da Quaresma ecoa, a orientar-nos, a palavra do Apóstolo Paulo: “foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gal. 5,1).5. Nesta meditação sobre a civilização que estamos a construir, sobre o modelo de desenvolvimento, diz o Santo Padre na sua Mensagem, está em questão o modelo de felicidade por que ansiamos e queremos construir. Onde está a nossa felicidade? O que é que nos fará felizes? São perguntas que todos aqueles e aquelas que não desistiram de viver não podem deixar de se pôr. Jesus, no Sermão da Montanha, no discurso das bem-aventuranças, indicou-nos o caminho onde cada um pode encontrar a resposta. E na sua Carta Encíclica, “Deus é amor” Bento XVI diz-nos corajosamente que só pelo caminho do amor encontraremos uma resposta a todas as interrogações, resolve todos os enigmas e envolve todas as manifestações reais de vidas concretas. E o amor será sempre mais gesto do que afirmação. Só quem arrisca exprimi-lo em atitudes, aprende a amar.6. Nesta peregrinação seremos iluminados pela Palavra de Deus e pela palavra da Igreja. Só pode ser um peregrinar ao ritmo da Liturgia, iluminada, ela própria, pela Palavra da Igreja. Como de costume, em todos os Domingos da Quaresma, farei, na Sé, uma catequese quaresmal. Escolhi como tema geral para estas catequeses a afirmação de Paulo na Carta aos Romanos: “A Caridade é a plenitude da Lei” (Rom. 13,10). Isso levar-nos-á a uma meditação sobre a Lei de Deus, referência fundamental para esta peregrinação interior dos cristãos, no contexto concreto da sociedade em que vivemos e que nós queremos iluminar com a luz de Cristo. Anuncio já os temas de cada Domingo da Quaresma:1º Domingo: A Lei de Deus e as leis dos homens2º Domingo: Um único mandamento: amar a Deus e ao próximo3º Domingo: A fantasia da caridade: evangelização e predilecção pelos pobres4º Domingo: Honra Pai e Mãe: a Família, comunidade de amor. Do “eros” à caridade5º Domingo: Não matarás. Religião e culturas na promoção da vidaDomingos de Ramos: A verdade é a base indispensável do amor7. Respondendo ao desafio concreto da Encíclica que nos convida a dar prioridade ao amor nesta peregrinação de revisão de vida, ganha um sentido novo a nossa tradicional partilha, sob a forma de “Renúncia Quaresmal”.Como habitualmente, e agora motivados pela Carta Encíclica de Sua Santidade o Papa Bento XVI, “Deus Caritas est”, os cristãos da Diocese de Lisboa são convidados a renunciarem a parte do que têm, em favor de outras Igrejas mais pobres. A “Renúncia Quaresmal” de 2005 destinou-se à constituição de um fundo diocesano de ajuda inter-eclesial, que permita à Diocese de Lisboa atender os numerosos pedidos de ajuda que chegam um pouco de todo o mundo. Dessa renúncia de 2005 receberam-se, até a este momento, 242.987 €. Está já nomeado um grupo de trabalho para analisar os diversos pedidos que, entretanto, se foram amontoando.Não havendo nenhum pedido que justifique ser destinatário único da “Renúncia” de 2006, vamos mantê-la no mesmo quadro de reforço do “Fundo Diocesano de Ajuda Inter-Eclesial”. Posso, no entanto, indicar algumas necessidades das Igrejas, dificilmente contempláveis com a verba até agora reunida, e que estarão nas nossas prioridades: a construção da Maternidade-Escola em Dili (Timor), agora em processo rápido de construção civil e já em preparação dos projectos de equipamento; ajuda à nova Diocese do Mindelo (Cabo-Verde); ajuda à Diocese de Palai (Índia), que está a ajudar a Diocese de Lisboa com o envio de sacerdotes (esperamos mais dois este ano) etc.Lembro, também, que por decisão da Conferência Episcopal, as dioceses contribuirão em 5% das “Renúncias Quaresmais” para o “Fundo de Apoio Inter-Eclesial” da própria Conferência Episcopal, onde também chegam muitos pedidos de ajuda.Acolhamos o desafio do Santo Padre, que nos convida a partilhar com os pobres do mundo, sejam eles quais forem e estejam onde estiverem, pois, segundo as suas próprias palavras, vivendo do amor, faremos entrar a luz de Deus no mundo.8. A verdade da nossa celebração pascal dependerá, este ano, da sinceridade e decisão desta peregrinação interior. A força de Deus, através da Palavra e dos Sacramentos, será a nossa luz. Peregrinar é sempre ir ao encontro da luz.Lisboa, 2 de Fevereiro de 2006, Festa da Apresentação do Senhor.
† JOSÉ, Cardeal-Patriarca
Fonte Ecclesia

12 março, 2008

PAPA DEFENDE DIMENSÕES CULTURAIS E RELIGIOSAS NA EDUCAÇÃO


Papa defende dimensões culturais e religiosas na educação
Bento XVI defendeu esta Quarta-feira a necessidade de atender à “dimensão moral” do saber humano na formação das novas gerações.
“A escola não pode ser apenas um lugar de aprendizagem de noções, mas é chamada a oferecer aos alunos a oportunidade de aprofundar mensagens válidas de carácter cultural, social, ético e religioso”, apontou.
Saudando os peregrinos reunidos na Basílica de São Pedro, antes da audiência geral, o Papa admitiu que a escola de hoje “enfrenta grandes desafios, que emergem no campo da educação”.
“Quem ensina, contudo, não pode deixar de perceber a dimensão moral de qualquer saber humano, porque o homem conhece pelo agir e o agir é o fruto da sua consciência”, disse, mostrando preocupação pela formação espiritual dos jovens.