10 fevereiro, 2008

Vila Real prepara recepção solene de D. Amândio Tomás

No dia 10 de Fevereiro, primeiro Domingo de Quaresma, às 15.30 horas, vai ocorrer a recepção solene do novo Bispo Coadjutor de Vila Real, D. Amândio José Tomás. Da capela do antigo Hospital da Misericórdia, sairá o cortejo litúrgico, para a Sé Catedral. A convite do Bispo Titular, D. Joaquim Gonçalves que, por razões de saúde, não poderá estar presente na cerimónia, presidirá à celebração o Arcebispo de Braga e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ferreira Ortiga.O novo Bispo nasceu em Cimo de Vila da Castanheira (Chaves), em 23 de Abril de1943, filho de João dos Reis Tomás (já falecido) e de Esperança Maria Tomás, sendo o mais velho de uma família de cinco irmãos. De 1955 a 1967, frequentou e concluiu os estudos de Humanidades, Filosofia e Teologia, no Seminário Diocesano de Vila Real. Foi ordenado Presbítero, em 1967. Prosseguiu os estudos teológicos na Universidade Gregoriana, aí obtendo, dois anos depois, a licenciatura em Teologia Dogmática. Regressado a Portugal, leccionou Teologia no Seminário de Lamego, foi Director Espiritual do Seminário de Vila Real e professor de Moral, no Liceu Camilo Castelo Branco. Também leccionou Teologia, no Seminário Maior do Porto e ICHT (Instituto de Ciências Humanas e Teológicas), de 1971-1976. Regressado a Roma, para frequentar o Pontifício Instituto Bíblico, licenciou-se em Ciências Bíblicas, em 1980, ano em que foi nomeado Vice-Reitor do Colégio Pontifício Português, passando a Reitor, em 1982, cargo que exerceu, até 2001.Em Outubro de 2001, foi eleito Bispo Auxiliar de Évora, sendo ordenado na festa da Epifania do ano 2002, na Basílica de S. Pedro, pelo Papa João Paulo II. Em 8 de Janeiro de 2008, foi nomeado Bispo Coadjutor da Diocese de Vila Real.

01 fevereiro, 2008

«Cristo fez-Se pobre por vós» - Mensagem de Bento XVI para a Quaresma de 2008

«Cristo fez-Se pobre por vós»
Queridos irmãos e irmãs!1. Todos os anos, a Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns compromissos específicos que ajudem, concretamente, os fiéis neste processo de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola. Este ano, na habitual Mensagem quaresmal, desejo deter-me sobre a prática da esmola, que representa uma forma concreta de socorrer quem se encontra em necessidade e, ao mesmo tempo, uma prática ascética para se libertar da afeição aos bens terrenos. Jesus declara, de maneira peremptória, quão forte é a atracção das riquezas materiais e como deve ser clara a nossa decisão de não as idolatrar, quando afirma: «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Lc 16, 13). A esmola ajuda-nos a vencer esta incessante tentação, educando-nos para ir ao encontro das necessidades do próximo e partilhar com os outros aquilo que, por bondade divina, possuímos. Tal é a finalidade das colectas especiais para os pobres, que são promovidas em muitas partes do mundo durante a Quaresma. Desta forma, a purificação interior é corroborada por um gesto de comunhão eclesial, como acontecia já na Igreja primitiva. São Paulo fala disto mesmo quando, nas suas Cartas, se refere à colecta para a comunidade de Jerusalém (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27).2. Segundo o ensinamento evangélico, não somos proprietários mas administradores dos bens que possuímos: assim, estes não devem ser considerados propriedade exclusiva, mas meios através dos quais o Senhor chama cada um de nós a fazer-se intermediário da sua providência junto do próximo. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, os bens materiais possuem um valor social, exigido pelo princípio do seu destino universal (cf. n. 2403).É evidente, no Evangelho, a admoestação que Jesus faz a quem possui e usa só para si as riquezas terrenas. À vista das multidões carentes de tudo, que passam fome, adquirem o tom de forte reprovação estas palavras de São João: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?» (1 Jo 3, 17). Entretanto, este apelo à partilha ressoa, com maior eloquência, nos Países cuja população é composta, na sua maioria, por cristãos, porque é ainda mais grave a sua responsabilidade face às multidões que penam na indigência e no abandono. Socorrê-las é um dever de justiça, ainda antes de ser um gesto de caridade.3. O Evangelho ressalta uma característica típica da esmola cristã: deve ficar escondida. «Que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita», diz Jesus, «a fim de que a tua esmola permaneça em segredo» (Mt 6, 3-4). E, pouco antes, tinha dito que não devemos vangloriar-nos das nossas boas acções, para não corrermos o risco de ficar privados da recompensa celeste (cf. Mt 6, 1-2). A preocupação do discípulo é que tudo seja para a maior glória de Deus. Jesus admoesta: «Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos Céus» (Mt 5, 16). Portanto, tudo deve ser realizado para glória de Deus, e não nossa. Queridos irmãos e irmãs, que esta consciência acompanhe cada gesto de ajuda ao próximo evitando que se transforme num meio nos pormos em destaque. Se, ao praticarmos uma boa acção, não tivermos como finalidade a glória de Deus e o verdadeiro bem dos irmãos, mas visarmos antes uma compensação de interesse pessoal ou simplesmente de louvor, colocamo-nos fora da lógica evangélica. Na moderna sociedade da imagem, é preciso redobrar de atenção, dado que esta tentação é frequente. A esmola evangélica não é simples filantropia: trata-se antes de uma expressão concreta da caridade, virtude teologal que exige a conversão interior ao amor de Deus e dos irmãos, à imitação de Jesus Cristo, que, ao morrer na cruz, Se entregou totalmente por nós. Como não agradecer a Deus por tantas pessoas que no silêncio, longe dos reflectores da sociedade mediática, realizam com este espírito generosas acções de apoio ao próximo em dificuldade? De pouco serve dar os próprios bens aos outros, se o coração se ensoberbece com isso: tal é o motivo por que não procura um reconhecimento humano para as obras de misericórdia realizadas quem sabe que Deus «vê no segredo» e no segredo recompensará.4. Convidando-nos a ver a esmola com um olhar mais profundo que transcenda a dimensão meramente material, a Escritura ensina-nos que há mais alegria em dar do que em receber (cf. Act 20, 35). Quando agimos com amor, exprimimos a verdade do nosso ser: de facto, fomos criados a fim de vivermos não para nós próprios, mas para Deus e para os irmãos (cf. 2 Cor 5, 15). Todas as vezes que por amor de Deus partilhamos os nossos bens com o próximo necessitado, experimentamos que a plenitude de vida provém do amor e tudo nos retorna como bênção sob forma de paz, satisfação interior e alegria. O Pai celeste recompensa as nossas esmolas com a sua alegria. Mais ainda: São Pedro cita, entre os frutos espirituais da esmola, o perdão dos pecados. «A caridade – escreve ele – cobre a multidão dos pecados» (1 Pd 4, 8). Como se repete com frequência na liturgia quaresmal, Deus oferece-nos, a nós pecadores, a possibilidade de sermos perdoados. O facto de partilhar com os pobres o que possuímos, predispõe-nos para recebermos tal dom. Penso, neste momento, em quantos experimentam o peso do mal praticado e, por isso mesmo, se sentem longe de Deus, receosos e quase incapazes de recorrer a Ele. A esmola, aproximando-nos dos outros, aproxima-nos de Deus também e pode tornar-se instrumento de autêntica conversão e reconciliação com Ele e com os irmãos.5. A esmola educa para a generosidade do amor. São José Bento Cottolengo costumava recomendar: «Nunca conteis as moedas que dais, porque eu sempre digo: se ao dar a esmola a mão esquerda não há de saber o que faz a direita, também a direita não deve saber ela mesma o que faz » (Detti e pensieri, Edilibri, n. 201). A este propósito, é muito significativo o episódio evangélico da viúva que, da sua pobreza, lança no tesouro do templo «tudo o que tinha para viver» (Mc 12, 44). A sua pequena e insignificante moeda tornou-se um símbolo eloquente: esta viúva dá a Deus não o supérfluo, não tanto o que tem como sobretudo aquilo que é; entrega-se totalmente a si mesma.Este episódio comovedor está inserido na descrição dos dias que precedem imediatamente a paixão e morte de Jesus, o Qual, como observa São Paulo, fez-Se pobre para nos enriquecer pela sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9); entregou-Se totalmente por nós. A Quaresma, nomeadamente através da prática da esmola, impele-nos a seguir o seu exemplo. Na sua escola, podemos aprender a fazer da nossa vida um dom total; imitando-O, conseguimos tornar-nos disponíveis para dar não tanto algo do que possuímos, mas darmo-nos a nós próprios. Não se resume porventura todo o Evangelho no único mandamento da caridade? A prática quaresmal da esmola torna-se, portanto, um meio para aprofundar a nossa vocação cristã. Quando se oferece gratuitamente a si mesmo, o cristão testemunha que não é a riqueza material que dita as leis da existência, mas o amor. Deste modo, o que dá valor à esmola é o amor, que inspira formas diversas de doação, segundo as possibilidades e as condições de cada um.6. Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma convida-nos a «treinar-nos» espiritualmente, nomeadamente através da prática da esmola, para crescermos na caridade e nos pobres reconhecermos o próprio Cristo. Nos Actos dos Apóstolos, conta-se que o apóstolo Pedro disse ao coxo que pedia esmola à porta do templo: «Não tenho ouro nem prata, mas vou dar-te o que tenho: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda» (Act 3, 6). Com a esmola, oferecemos algo de material, sinal do dom maior que podemos oferecer aos outros com o anúncio e o testemunho de Cristo, em cujo nome temos a vida verdadeira. Que este período se caracterize, portanto, por um esforço pessoal e comunitário de adesão a Cristo para sermos testemunhas do seu amor. Maria, Mãe e Serva fiel do Senhor, ajude os crentes a regerem o «combate espiritual» da Quaresma armados com a oração, o jejum e a prática da esmola, para chegarem às celebrações das Festas Pascais renovados no espírito. Com estes votos, de bom grado concedo a todos a Bênção Apostólica.Vaticano, 30 de Outubro de 2007.BENEDICTUS PP. XVI.
Fonte: Ecclesia

23 janeiro, 2008

Palavra do Papa

O Arciprestado
Palavras de Bento XVI: 100 anos da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
Queridos irmãos e irmãs:
Há dois dias, iniciamos a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, durante a qual católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes, conscientes que sua divisão constitui um obstáculo para o acolhimento do Evangelho, imploram juntos ao Senhor, de forma ainda mais intensa, o dom da plena comunhão. Esta providencial iniciativa nasceu há cem anos, quando o Pe. Paul Wattson iniciou os Oito Dias de oração pela unidade de todos os discípulos de Cristo. Por isso, hoje estão presentes na Praça de São Pedro os filhos e as filhas espirituais do Pe. Wattson, os Irmãos e Irmãs doAtonement, que saúdo cordialmente e que encorajo a prosseguir em sua especial dedicação à causa da unidade. Todos nós temos o dever de rezar e agir para a superação de toda divisão entre os cristãos, respondendo ao desejo de Cristo «Ut unum sint». A oração, a conversão do coração, o fortalecimento dos vínculos de comunhão formam a essência deste movimento espiritual, que desejamos que possa conduzir rapidamente os discípulos de Cristo à comum celebração da Eucaristia, manifestação de sua plena unidade.
O tema bíblico deste ano é repleto de significado: «Orai sem cessar» (1 Ts 5, 17). São Paulo se volta à comunidade de Tessalônica, que vivia em seu interior contrastes e conflitos, para pedir com força algumas atitudes fundamentais, entre as quais distingue-se a oração incessante. Com este seu convite, ele quer fazer compreender que da nova vida em Cristo e no Espírito Santo provém a capacidade de superar todo egoísmo, de viver juntos em paz e em união fraterna, de suportar cada um, de bom grado, os pesos e os sofrimentos dos outros. Não devemos mais cessar de orar pela unidade dos cristãos! Quando Jesus, durante a última Ceia, rezou para que os seus «sejam uma coisa só», tinha em mente uma finalidade precisa: «para que o mundo creia» (Jo 17, 21). A missão evangelizadora da Igreja passa, portanto, pelo caminho ecumênico, o caminho da unidade de fé, do testemunho evangélico e da autêntica fraternidade.
Como em todo ano, estarei na próxima sexta-feira, 25 de janeiro, na Basílica de São Paulo fora dos Muros para concluir, com as Vésperas Solenes, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Convido os romanos e peregrinos a unirem-se a mim e aos cristãos das Igrejas e Comunidades eclesiais que participarão da celebração para invocar de Deus o dom precioso da reconciliação entre todos os batizados. Que a Santa Mãe de Deus, da qual hoje se recorda a aparição a Afonso Ratisbonne na Igreja de Santo André delle Fratte, obtenha do Senhor para todos seus discípulos a abundância do Espírito Santo, de modo que juntos possam chegar à perfeita unidade e oferecer assim o testemunho de fé e de vida do qual o mundo tem necessidade
urgente..

22 janeiro, 2008

A humanidade é uma grande família

A própria comunidade social, para viver em paz, é chamada a inspirar-se nos valores por que se rege a comunidade familiar. Isto vale tanto para as comunidades locais como nacionais; mais, vale para a própria comunidade dos povos, para a família humana que vive nesta casa comum que é a terra. Numa tal perspectiva, porém, não se pode esquecer que a família nasce do « sim » responsável e definitivo de um homem e de uma mulher e vive do « sim » consciente dos filhos que pouco a pouco entram a fazer parte dela. Para prosperar, a comunidade familiar tem necessidade do consenso generoso de todos os seus membros. É preciso que esta consciência se torne convicção partilhada também por quantos são chamados a formar a família humana comum. É necessário saber dizer o « sim » pessoal a esta vocação que Deus inscreveu na nossa própria natureza. Não vivemos uns ao lado dos outros por acaso; estamos percorrendo todos um mesmo caminho como homens e por isso como irmãos e irmãs. Desta forma, é essencial que cada um se empenhe por viver a própria vida em atitude de responsabilidade diante de Deus, reconhecendo n'Ele a fonte originária da existência própria e alheia. É subindo até este Princípio supremo que se pode perceber o valor incondicional de todo o ser humano, colocando as premissas para a edificação duma humanidade pacificada. Sem este Fundamento transcendente, a sociedade é apenas uma agregação de vizinhos, e não uma comunidade de irmãs e irmãos chamados a formar uma grande família.
Papa Bento XVI

21 janeiro, 2008

Patriarca de Lisboa elogia «Papa teólogo»

D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, apresentou hoje o livro "Jesus de Nazaré", de Bento XVI, considerando que a obra tem a marca de "um grande teólogo" que não esquece "a missão pastoral que hoje desempenha"."No fundo, este livro ajuda-nos a interiorizar a maneira como Deus conduz a Sua Igreja: deu-nos um Papa que é um grande teólogo", afirmou o Patriarca, na apresentação da obra que decorreu esta tarde, Auditório Cardeal Medeiros da Universidade Católica Portuguesa.O livro já vendeu mais de já vendeu mais de 2 milhões de cópias desde Abril de 2007. Ao longo do actual ano, o livro será lançado em 50 países, desde a Albânia ao Japão, passando pelo Brasil, Nova Zelândia, Egipto ou Indonésia. Em Portugal, a obra foi editada pela Esfera dos Livros em finais de Outubro passado.Segundo D. José Policarpo, é impossível separar "o Papa e Joseph Ratzinger", frisando que "a vasta informação e reflexão teológica de Joseph Ratzinger é hoje posta ao serviço da sua missão de Sucessor de Pedro". "Ele consegue, na clareza do seu pensamento, na beleza da sua expressão e no testemunho da sua vida interior, exprimir de forma bela e acessível para o Povo de Deus a profundidade do seu pensamento, a variedade da sua informação, a vastidão da sua cultura", assegura.Quanto ao facto de o próprio Bento XVI ter advertido que esta não era uma obra "magisterial", o Cardeal-Patriarca considera que este "quis apenas garantir aos estudiosos do Novo Testamento, exegetas e teólogos, que não pretende dirimir, com a autoridade do Papa, questões disputadas e justas diferenças de opinião científica, nem confirmar a sua leitura de teólogo".D. José Policarpo fez questão de sublinhar que "a minha sintonia com o teólogo Joseph Ratzinger vem de velha data". "Nunca tendo sido seu aluno, como outros portugueses o foram, porque nunca estudei na Alemanha, ele foi verdadeiramente o principal inspirador do percurso que fiz como docente de Teologia. Os meus alunos desse tempo lembram-se, certamente, do relevo que teve no meu ensino, sobretudo na Teologia da Fé, a teologia de Ratzinger", recordou.História e féA respeito do livro, o Patriarca assinala estarmos na presença do "testemunho de um crente que percorreu um longo caminho em busca do «rosto do Senhor»", que situa essa busca "no contexto de uma viragem na leitura exegética dos Evangelhos, a partir da década de 50". "Depois do tempo das muitas e belas «vidas de Cristo», que apresentavam uma imagem de Cristo a partir dos Evangelhos, as correntes exegéticas - é citado o método histórico-crítico - acentuam a ruptura entre o Jesus histórico e o Jesus da fé, que se afastam cada vez mais um do outro e a figura de Jesus Cristo, em que acreditamos, apresenta-se com contornos vagos, pouco definidos, uma espécie de nebulosa que acaba por confundir os crentes", recorda.Para D. José Policarpo, a realidade histórica de Jesus de Nazaré "foi sempre um desafio de fé, aquela atitude de abandono ao mistério que permitiu penetrar no conhecimento da realidade humana de Cristo"."O Jesus histórico não é desligável da fé, nem o Cristo da fé é desligável do realismo histórico da Sua existência. História e fé interpenetram-se na leitura dos textos evangélicos", alerta.O Cardeal-Patriarca destaca a "convergência de toda a Escritura para Cristo", onde "toda a história da humanidade encontra em Cristo o seu sentido último", assegurando que "o homem e a sua história só se decifram verdadeiramente em Jesus Cristo".Em conclusão, D. José Policarpo indica que "a leitura deste livro pode transformar-se na nossa caminhada para a Páscoa, pois só no rosto do Crucificado, transformado com a luz da ressurreição, identificaremos verdadeiramente o rosto de Cristo".
Fonte: Ecclesia

18 janeiro, 2008

Bispo de Vila Real continua a recuperar

O Bispo de Vila Real, D. Joaquim Gonçalves, continua a recuperar do transplante cardíaco a que foi submetido nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).Manuel Antunes, que chefiou a equipa médica, referiu ao Correio de Coimbra que “o paciente tem tido uma recuperação dentro da normalidade” e deverá ficar internado duas semanas.D. Joaquim Gonçalves foi operado na noite de 12 para 13 de Janeiro. O Bispo da Diocese transmontana fora internado, no dia 16 de Outubro, no Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, onde se sentiu mal durante uma consulta. Posteriormente foi transferido para Coimbra.No passado dia 8 de Janeiro, foi anunciada a nomeação de D. Amândio José Tomás, como Coadjutor de D. Joaquim Gonçalves, à frente da Diocese transmontana desde 19 de Janeiro de 1991.

16 janeiro, 2008

Diocese de Vila Real chega à Internet

. “Entre quem é”. Era assim que os antigos transmontanos respondiam a quem lhes batia à porta de casa, sem inquirir da sua identidade. É assim que os cibernatuas são acolhidos na página da Diocese de Vila Real na Internet, em http://www.diocese-vilareal.pt/ A primeira informação sobre uma das duas Dioceses da montanhosa região do interior nordeste de Portugal é de teor histórico: “Existimos como Diocese desde 1922, abrangendo 14 concelhos, desde a margem direita do rio Douro até à fronteira de Chaves, e desde o Marão, Mondim de Basto e Montalegre até Valpaços, Murça e Alijó. O actual Bispo é o 4.º da Diocese”, pode ler-se.A nota de entrada lembra que os transmontanos foram desde sempre um povo de emigrantes. “Por isso, ao dar as boas vindas a todos os que batem a esta porta, acrescento uma saudação aos transmontanos que vivem no estrangeiro e também aos que trabalham para lá do Marão”, refere ainda o site.A página, que ainda se encontra numa fase inicial da sua actividade, apresenta informação sobre a Diocese e os seus Bispos, indicações relativamente ao clero e aos serviços centrais diocesanos, entre outros.