16 janeiro, 2008

Transplante cardíaco do Bispo de Vila Real - D.Joaquim Gonçalves

Nota da Diocese, enviada à Agência ECCLESIA, informa que a operação decorreu «com sucesso»
. O Bispo de Vila Real, D. Joaquim Gonçalves, foi submetido na noite de 12 para 13 de Janeiro a um transplante cardíaco, em Coimbra. Uma nota da Diocese, enviada à Agência ECCLESIA, informa que a operação decorreu “com sucesso”, mas lembra que, nestes casos, o período pós-operatório é sempre muito difícil. “Por isso, solicita-se aos cristãos e amigos do senhor Bispo que continuem a elevar preces pelas sua completa recuperação”, refere o texto, assinado pelo vigário-geral, Pe. António Castro Fontes.O Bispo da Diocese fora internado, no dia 16 de Outubro, no Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, onde se sentiu mal durante uma consulta. Posteriormente foi transferido para Coimbra, onde se encontra.No passado dia 8 de Janeiro, foi anunciada a nomeação de D. Amândio José Tomás, como Coadjutor de D. Joaquim Gonçalves, à frente da Diocese transmontana desde 19 de Janeiro de 1991.Na altura, o Bispo de Vila Real explicou em comunicado que “a meio do Verão passado, ao sentir agravar-se uma debilidade cardíaca antiga, pedi ao Santo Padre, como prescreve a lei da Igreja em caso de doença grave do bispo diocesano, a nomeação de um Bispo Coadjutor que me auxiliasse no pastoreio da diocese”.D. Joaquim Gonçalves, de 71 anos, é Bispo desde 1981. Após seis anos como Auxiliar de Braga, foi nomeado Bispo Coadjutor de Vila Real. Tomou posse em 24 de Julho de 1987 e no dia 28 do mesmo mês fez a sua entrada solene em Vila Real. A 19 de Janeiro de 1991, pela resignação do seu antecessor, passou a Bispo Diocesano. .

15 janeiro, 2008

FESTAS DA CATEQUESE - 2008

O programa de Catequese da Infância e Adolescência,

da Zona Pastoral –Terra Quente –Murça, compreende nove celebrações festivas profundamente vinculadas ao caminho da fé. Estas celebrações festivas dão sentido a todo um caminho percorrido pelos grupos de catequese renovando e actualizando mistérios vividos ao longo do ano, com a vontade de permanecer unidos com Cristo e em Cristo. Desta forma, só faz sentido realizá-las em comunidade.
Todos os anos de catequese têm uma celebração festiva: crianças, jovens, família, amigos, todos unidos alicerçando e consolidando o crescimento conjunto na fé. Estas celebrações realizam-se durante os meses de Janeiro e Junho, de acordo com o calendário elaborado.
ZONA PASTORAL –TERRA QUENTE
Secretariado Paroquial da Catequese



CELEBRAÇÕES FESTIVAS DA CATEQUESE


1º ANO - "FESTA DO "PAI NOSSO" - 13/01/08 - EUCARISTIA DOMINICAL

2º ANO - "FESTA DO "PERDÃO" - 24/02/08 - EUCARISTIA DOMINICAL

3º ANO - "FESTA DA "ENTREGA DO NOVO TESTAMENTO" –06/04/08 – EUCARISTIA DOMINICAL

4º ANO - "FESTA DA "PALAVRA" - 01/06/08 - EUCARISTIA DOMINICAL

5º ANO - "ENTREGA DO "CREDO"- 30/03/08 - EUCARISTIA DOMINICAL

6º ANO - "FESTA DA "PROFISSÃO DE FÉ" –22/05/08 EUCARISTIA DO DIA DE CORPO DE DEUS

7º ANO - "FESTA DAS "BEM-AVENTURANÇAS" - 03/02/08 - EUCARISTIA DOMINICAL

8º ANO - "FESTA DA "VIDA" – 17/05/08 -EUCARISTIA DOMINICAL

9º ANO - "FESTA DO "ENVIO" –11/05/08 EUCARISTIA DOMINICAL

12 dezembro, 2007

A NOSSA CATEQUESE

A “nossa catequese” está dividida em 9 anos, passando por duas fases: a da “Infância e a da Adolescência”, com objectivos bem definidos, para que as nossas crianças e jovens possam crescer na fé, na humildade e no amor.
A catequese é o momento da evangelização em que aqueles que deram a primeira adesão a Jesus Cristo são iniciados nos mistérios da salvação e da vida evangélica: “trata-se de inserir na plenitude da vida cristã” (CT 18), pelo que a catequese que a Igreja hoje preconiza, a catequese de iniciação cristã, está vinculada estreitamente aos Sacramentos da Iniciação. “A catequese é, assim, elemento fundamental da iniciação cristã e é estreitamente ligada com os sacramentos de iniciação, de modo particular com o Baptismo, ‘sacramento da fé’. O elo que une a catequese com o Baptismo é a profissão de fé que é, ao mesmo tempo, o elemento interior a este sacramento e a meta da catequese.
A catequese, que tem como finalidade “fazer com que alguém se ponha, não apenas em contacto, mas em comunhão, em intimidade com Jesus Cristo” (CT 5), está ao serviço da Palavra, da transmissão da Revelação.Esta é sempre um dom gratuito de Deus, no qual Ele se dá a conhecer à Humanidade, lhe mostra o Seu mistério, convidando cada pessoa a uma relação pessoal de amizade com Deus, com o Deus que quer salvar todas as pessoas. Este desígnio salvífico de Deus é dado a conhecer por palavras e gestos, que têm o seu ponto culminante em Jesus Cristo: mediador e plenitude da Revelação. A catequese, como serviço eclesial de transmissão de fé, tem como missão dar a conhecer Jesus Cristo: a Sua vida, palavras, milagres e gestos. Aliás é Cristo o centro da catequese.
É nossa pretensão dar a conhecer Deus e a entender em que consiste a fé cristã.É necessário que tenhamos consciência da verdadeira doutrina cristã e, principalmente, conheçamos o Salvador. E conhecendo-O, possamos amá-LO, pois o amor é o caminho da nossa Salvação.Para nos aproximarmos de Deus em oração é preciso em primeiro lugar termos em mente que Ele é Deus. Por isso devemos assumir nossa exiguidade, nosso nada diante d´Ele e orar com simplicidade e humildade, reconhecendo e aceitando a Sua vontade acima da nossa.
Nós, os cristãos, não podemos viver sem o Domingo, sem a nossa Eucaristia. Não se pode conceber um filho da Igreja quem não celebre a Eucaristia.
É importante que não se tenha pressa na hora da oração. Entregue-se nas mãos de Deus praticando a oração.
A Mensagem de Cristo está presente na Igreja, que a guarda e transmite a cada geração, através da Sagrada Escritura e Sagrada Tradição, pelo que a transmissão da fé é um acto essencialmente eclesial. É a Igreja que guarda os documentos da fé, e todos eles são parte integrante das fontes da catequese, a saber: textos bíblicos, textos litúrgicos, escritos dos Padres da Igreja, formulações do Magistério, símbolos da fé, testemunhos dos santos e reflexões teológicas(Cf DGC 96).
A transmissão da fé realizada na catequese deve poder ser vista por cada crente como uma abertura para a sua vida, uma resposta às suas dúvidas e anseios, uma fonte de valores e de plenitude de vida. Cada catequizando é ajudado a descobrir o sentido e o significado da vida.

Um Santo Natal!

Que este Natal seja
diferente:
Que tudo seja
transparente
Que o que se dá seja
com calor
Não importa o seu
valor!!!

14 novembro, 2007

CAMINHOS DA AMIZADE

Que teu caminho seja cheio de encantos, para que possas fazer de teus sonhos, algo real e palpável. Que teu caminho seja sem obstáculos, para que possas seguir confiante, em busca de teus ideais. Que teu caminho seja firme, na vontade e capacidade de conquistar novos e velhos amigos. Pois só, os amigos agem em teu caminho, como pequenas atitudes, sempre companheiros, protectores e eternos vigilantes. Para que em teu caminho e também , em todos os momentos da tua vida possas ter como amigo fiel, a mais prodigiosa das conquistas. A tua felicidade !

Abençoa, Menino-Jesus, cada amigo, colocando em seu coração um pouco da luz eterna que vieste acender na noite escura de nossa fé.

Com todo o carinho desejo




Um Santo e Abençoado Natal;



Que 2008 seja o melhor ano de vossas vidas!

FAMÍLIA, LUGAR DO PERDÃO E DA FESTA


A família é um lugar extraordinário de descoberta da diferença. Esta descoberta faz-se pouco a pouco. Depois, rapidamente, nós descobrimos que o outro não é somente qualidade e beleza. Há nele – e em nós – luz! Mas há também trevas, angústia, medo. Progressivamente, começa a tarefa de aceitar o outro como ele é, de descobrir sua beleza profunda, sem se deter no superficial. Uma beleza frágilQue descobrimos? Que o ser humano é, ao mesmo tempo, de uma maravilhosa beleza e de uma imensa fragilidade! Que temos necessidade uns dos outros, que o outro nos revela nossas próprias feridas, nossos próprios bloqueios... São, por exemplo, as discussões sem fim para saber se se compra isto ou aquilo.... Ou, no carro, se vamos por esta ou por aquela rua... Eis que por qualquer dá cá esta palha estamos no ponto de puxar um revólver! Significa que somos bem frágeis! Porque, no fundo, dobrar à direita ou à esquerda não tem verdadeiramente importância! Mas há em nós uma necessidade de provar que temos razão e que o outro está errado, uma necessidade de ser superior, um medo de ser agredido.Jesus destaca essa fragilidade do homem quando diz: Por que olhas o cisco no olho de teu irmão e não enxergas a trave que há no teu? Como podes dizer ao teu irmão: "deixa-me tirar o cisco do teu olho", se tens uma trave no teu? (cf. Mt 7,3-5). É tão fácil ver os defeitos dos outros! Mas admitir nossos defeitos, nossos próprios erros, é muito difícil! Nós temos sempre uma trave em nosso olho que nos impede de enxergá-los. A vida em família nos permite descobrir esta realidade através das discussões, problemas ou conflitos. É preciso estar alistado numa relação para chegar a esta revelação e a este reconhecimento de nossa fraqueza. É uma passagem obrigatória para nossa libertação. Se nos recusamos a admitir tudo que é, em nós, ferida, erro, pobreza, pecado, infidelidade, jamais poderemos crescer. O PERDÃOSe uma família desempenhou seu papel de revelador, ela pode também ser o lugar da cura através de uma experiência absolutamente simples e bela: o perdão.O perdão consiste em aceitar que o outro é outro, com suas feridas e fragilidades, e que ele tem o direito de viver assim como ele é. É também a aceitação de que nós podemos mudar, ser transformados. O perdão é algo extraordinário! É o dom fundamental de Jesus para cada um de nós. É a base de toda relação humana. Não há verdadeiras relações e, portanto, não há verdadeira vida familiar enquanto não se chegou ao ponto do perdão.Para aprender a perdoar é preciso quebrar nosso egoísmo, é preciso derrubar este muro que construímos em volta de nós mesmos para obrigar os outros a estar a nosso serviço. Isso acontecerá por um dom de Deus. Mas também passará por certos conflitos. É a razão pela qual não é preciso ter muito medo dos conflitos em família ou na comunidade. Na verdade, esses conflitos nos revelam mutuamente nossas feridas e ao mesmo tempo podem nos ajudar a procurar mais aquilo que nos une. Não somos absolutamente ridículos ao discutir por uma coisa qualquer? Não há coisas mais importantes que nos unem? É preciso viver sempre em um mundo de competição? É preciso ter sempre razão? Se nós nos colocamos estas questões por ocasião dos conflitos que encontramos, não iremos descobrir, pouco a pouco, quem somos verdadeiramente e nos acolher tal qual nós somos? Não é fácil amar a si mesmo. Nós nos condenamos ou nos colocamos sobre um pedestal, nos acreditamos ser da elite ou nos mergulhamos nos abismos, na depressão... Entre estes extremos, descobrir e aceitar quem e o que nós somos na realidade é um longo aprendizado. A família pode ser o lugar privilegiado desse aprendizado porque pode ser o lugar onde eu sou amado como sou, onde minhas fraquezas são perdoadas, onde a compaixão e o perdão do outro me ajudam a carregar minhas fragilidades.O sentido da festaPara que o perdão esteja no coração da vida familiar, é preciso que ali haja comunicação, escuta, diálogo. Isto pede uma decisão, uma escolha pessoal e livre para passar ao largo de meus egoísmos, de me colocar à escuta do outro, para crescer em fidelidade. E nem sempre é fácil. Descobri inúmeras famílias onde o diálogo se rompeu, onde não se sabe muito bem do que falar, onde mal se fala de si mesmo, de suas emoções, do que se vive. Há como uma espécie de medo de se colocar à disposição. Estou também chocado por verificar como é difícil para alguns casais cristãos orar juntos.O perdão, o diálogo, a escuta necessitam de tempos de celebração. Parece-me que um dos grandes problemas das famílias hoje é que elas não sabem mais celebrar, regozijar juntos. Segue-se, mais e mais, alguns péssimos hábitos americanos, como o fato de comer depressa. Mas a refeição é alugo importante. Algumas vezes, quando vou jantar em tal e tal família, eu fico surpreso porque a televisão está ligada durante a refeição. Porque eu estou lá, os anfitriões são muito gentis e baixam o som. Mas, mesmo assim, é complexo: estar ao redor de uma mesa, voltados para uma pequena tela em vez de olhar uns para os outros. Mas é assim: estamos em um mundo que menospreza a comunicação e a celebração familiares.Como reencontrar este senso de celebração e ter tempo para estar juntos? Como se rejubilar porque Deus nos uniu, como celebrar através de refeições, de música, de mímica, de dança, de histórias...? Como celebrar nossa unidade? São questões importantes para nosso mundo que passou da celebração para o espectáculo.A maior riquezaA família nos mostra que nossa maior riqueza está no relacionamento. Minha maior riqueza és tu porque tu és um ser humano. É teu coração, tua capacidade de comunicar, de amar, de viver, de orar, de estar juntos. É esta riqueza que nós somos convidados a celebrar em família: façamos festa ao amor, a festa do amor.Esta celebração não é algo onde nós nos fechamos em nós mesmos com aquela certeza de que somos os melhores. Uma celebração verdadeiramente humana não pode jamais esquecer aqueles que sofrem e aqueles que estão do lado de fora, é por isso que as celebrações terminam sempre com uma oração pelos crucificados de hoje, aqueles que são excluídos, aqueles que não celebram mais, porque não têm família, nem comunidade.
Família – “esperança para o nosso tempo”Uma família que perdoa, uma família que celebra, uma família onde se escuta mutuamente, uma família que tem tempo de estar juntos será uma família fecunda, fonte de vida para as outras famílias. Ela será sinal de que o amor é sempre possível sobre a terra, que nós não estamos condenados à competição, à guerra, ao divórcio. Esta família testemunhará uma comunhão que a ultrapassa porque encontra sua fonte no próprio Deus.


Pequena reflexão

Que sejamos fortes para esquecer a maldade e a covardia que existe em nossos dias.
Sejamos fortes, e tenhamos toda a serenidade possível, para um amanhã melhor!
Sejamos tão fortes como o “nosso inimigo”, todos aqueles que pensam que são “donos do mundo”.
Que na vida de todas as famílias, haja suficiente fé, para enfrentar as situações difíceis, junto com a necessária humildade para aceitar o que não se pode mudar.
Que a justiça divina e a esperança prevaleça no coração de todos.

Lina Aires (adaptado)